A carreira
Seja qual for o seu ramo de atividade, o engenheiro de controle e automação
não corre o risco de ficar sem emprego. "Na economia globalizada
é impossível pensar em produção competitiva sem
um profissional dessa área", afirma Ronaldo Tadeu Pena , professor
da UFMG, em Minas Gerais. Além de garantir o padrão de qualidade
nos produtos fabricados em série, ele planeja os processos produtivos
para assegurar a redução dos custos industriais. Conhecido também
como engenheiro mecatrônico, esse profissional é responsável
pela comunicação entre os componentes mecânicos e eletrônicos
de equipamentos e processos industriais. As máquinas robotizadas, os
sistemas automáticos de segurança de residências, prédios
e indústrias e os controles de iluminação e de alarme são
alguns dos artigos que ele desenvolve.
À medida que aumenta a automoção no cotidiano das pessoas,
esse engenheiro vê alargar-se seu campo de trabalho. Hoje em dia, ele
é solicitado a atuar em setores bem distantes da indústria, como
a medicina - em que projeta equipamentos de precisão para médicos,
dentistas e cirurgiões - e a proteção do meio ambiente.
É nesse setor que trabalha Carlos Fernando Martins, engenheiro da empresa
de saneamento Acqualan Tecnologia e Ambientes, em Florianápolis, Santa
Catarina. Gerente da estação de tratamento de esgotos da Prais
Brava, ele controla o volume e as condições de vazão do
esgoto sem sair do escritório, no centro de Florianópolis, a mais
de 40 quilômetros de distância da praia. "Acompanho tudo o
que acontece no litoral do meu computador", diz Martins. "Qualquer
providência necessária, eu tomo daqui mesmo."
O mercado
O setor industrial é o que oferece mais oportunidades, principalmente
nas montadoras de veículos. Existe trabalho também na indústria
eletroeletrônica e na petroquímica. Quem prefere agir como autônomo
pode desenvolver projetos de automação.
Salário médio inicial: R$ 1.219,32.
O curso
Os primeiros dois anos são ocupados por disciplinas básicas e teóricas: muita matemática, cálculo, física, química e informática. As matérias profissionalizantes começam no terceiro ano, com aulas de controle de processos, sistemas industriais, informática industrial, integração e avaliação de sistemas de produção. Você também vai aprender a desenvolver máquinas mecânicas operadas eletronicamente. É obrigatório estágio no último ano. Algumas escolas exigem a apresentação de um projeto de conclusão de curso. Duração média: cinco anos.