A carreira
Boa parte dos prédios, das pontes e dos viadutos brasileiros começa
a ficar velha. Restaurar os estragos no concreto e nas fundações
resultantes da ação do tempo e também da falta de manutenção
adequada é tarefa importante para o engenheiro civil de hoje. Outra atividade
cada dia mais necessária é o controle da qualidade da construção
civil, para evitar desastres como o desabamento de edifício Palace II,
ocorrido em 1998 no Rio de Janeiro. "Essas duas áreas estão
hoje em franca expansão", diz o professor Paulo Helene, especialista
em restauração de estruturas e coordenador do curso de engenharia
civil da Escola Politécnica da USP, em São Paulo.
Basicamente, o engenheiro civil comanda todas as fases de uma construção.
Apoiado no projeto arquitetônico, ele prepara as plantas, determina as
especificações do projeto e o estudo do solo e do subsolo. Depois
de calcular os efeitos dos desníveis do terreno, da pressão dos
ventos e das mudanças de temperatura sobre a resistência da construção,
define os materiais, os equipamentos e a mão-de-obra necessários.
Controla também os prazos e os padrões de segurança - isso
tudo com o olho na planilha de custos, para garantir a viabilidade econômica
da obra.
O mercado
Manutenção de estruturas de edificações, restauração
e reforço de fundações são as áreas que oferecem
mais oportunidades no país, já que boa parte dos imóveis
existentes começa a apresentar problemas de rachaduras e de deterioração
por falta de cuidados periódicos. São disputados também
os especialistas em controle de qualidade das construções.
Salário médio inicial: R$ 1.219,32.
Em alta: Manutenção de estruturas.
O curso
Prepare-se para estudar muita matemática, física, química, computação, mecânica, eletricidade, ciência dos materiais e do ambiente. As matérias profissionalizantes abordam composição e resistência dos materiais, mecânica dos fluidos, teoria das estruturas, sistemas estruturais em concreto, estrutura metálica ou de madeira, além de hidráulica, saneamento e topografia. Você vai ter aula também de economia e administração, para aprender a dirigir uma obra. O estágio em empresas é obrigatório a partir do quarto ano. Preocupada em formar engenheiros em dia com os avanços da tecnologia, a USP está reformulando o curso. Já no primeiro ano o aluno entra em contato com questões e problemas práticos da práticos da profissão. Duração média: cinco anos.