Engenharia de Alimentos
Engenharia de Alimentos

A carreira

Um açúcar natural que não engorda. Sonho de todos os que se preocupam com a saúde e a forma, é esse produto milagroso o alvo perseguido por engenheiros de alimentos da Unicamp, em São Paulo. Desenvolvida em parceria com a Usina da Barra, a pesquisa está bem adiantada. "Descobrimos um fungo, chamado Aspergillus niger, que gera um enzima que age sobre a sacarose da cana e impede que ela seja assimilada pelo organismo", conta a professora Gláucia Pastore, da equipe da Unicamp. O cuidado com a alimentação saudável, por sinal, está em alta no país. Basta dar um olhada nas prateleiras dos supermercados para constatar que a cada dia aumenta a produção e o consumo de alimento light ou diet. "Nosso grande desafio nesta virada de século é desenvolver produtos cada vez mais benéficos e naturais", diz Gláucia.

Toda comida industrializada - do biscoito à feijoada em lata, do cereal ao salgadinho - passa pelas mãos desse profissional. Na fábrica, ele se encarrega das várias etapas de sua realização, do recebimento da matéria-prima ao controle de qualidade do resultado final. Pode, ainda, participar do projeto de equipamentos ou do desenvolvimento de embalagens. "A pedido do departamento de marketing da empresa, testo o material a ser usado para acondicionar o alimento", conta Antônio Cabral, gerente de tecnologia da Santista Alimentos, em São Paulo. "A embalagem é muito importante: precisa ser de fácil manuseio, proteger a comida da contaminação e garantir a durabilidade."

Nos laboratórios, o engenheiro de alimentos elabora novas receitas, testa o valor nutricional, o sabor, a cor e a consistência dos produtos e determina os conservantes a ser adicionados. Para isso, ele tem de unir conhecimentos de engenharia, bioquímica, nutrição e biologia. E, de quebra, entender de administração e marketing.

O mercado

Controle de qualidade - com a realização de análises fisico-químicas e microbiológicas que garantam a integridade da produção - e pesquisa e desenvolvimento de produtos livres de substâncias que prejudicam o organismo, como colesterol, gordura e açúcar, são as áreas mais promissoras. A abertura de novas fábricas alimentícias abre frentes de trabalho nas regiões Nordeste e Centro-Oeste.
Salário médio inicial: R$ 1.223,41
Em alta: Controle de qualidade.

O curso

Biologia é peso pesado no currículo, que inclui muita matemática, física, química e estatística nos dois primeiros anos. No terceiro vêm as matérias específicas, como conservação, embalagem, secagem e congelamento. Disciplina optativas encaminham o aluno para um setor específico da indústria, como cereais, frutas e legumes, pão, carne e bebidas. Duração média: cinco anos.

Novo - Laticínios

A UFV, em Minas Gerais, criou um novo curso para preparar especialistas em produção de leite e seus derivados: o bacharelado em tecnologia de laticínio. "A idéia é de que esse profissional ocupe um nicho de mercado que cresce ano a ano: a fabricação de alimentos lácteos mais saudáveis, com baixo teor de gordura e pouco colesterol", diz Nilda de Fátima Ferreira Soares, professora da UFV.
Para isso, durante os quatro anos de curso, você vai enfrentar matérias como bioquímica, química de laticínios, higiene industrial e embalagens. Além disso, aprenderá técnicas de preparação de fermentados, concentrados, manteiga, sorvetes e queijos, iniciando-se na prática da profissão.

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